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Vila das Palavras



Curta

Saí o dia inteiro. Não parei para escrever. Amanhã, vou tentar. Até!

Escrito por Luciana Oncken às 22h53
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Janelas escancaradas

As janelas estão escancaradas. A minha sala se mostra para janelas vizinhas. A minha vida é invadida por observadores anômimos. Parecem só janelas, mas são quadros, quadros da vida. Cada ponto de luz, uma história.

As janelas acesas parecem sempre as mesmas. Quem seriam aqueles que vivem na escuridão, que não se deixam ver, que se escondem em suas salas. Só vejo piscar a luz azulada da televisão, os piscas de Natal. Não vejo árvores. Só vejos luzes. Intensas, leves, quase apagadas.

As janelas estão escancaradas. A minha vida se abre para o outras janelas, quadros emoldurados de vidas anônimas. Só vejo sombras, fantasmas, vultos.

As janelas estão escancaradas. Não há cortinas. Não há o que me separe da vida do lado de fora. Estou à mostra. Estou à vista. Luzes, sombras, janelas, vidas.

Escrito por Luciana Oncken às 07h47
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Breve

Olhas adiante. Distante. Dentro.

Escrito por Luciana Oncken às 23h04
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Curta

Olhar curioso. Você não fala o que seus olhos dizem.

Escrito por Luciana Oncken às 23h04
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Ver, sentir...

O que vejo passa a fazer parte do que sou, porque sinto.

Aquela mulher carregando seu filho no colo ao atravessar a rua. Tão frágil e tão forte. O garoto portador de deficiência mental, era grande, muito maior que ela. Mas naquele momento ela se tornou maior que tudo, e continua crescendo em minhas lembranças.

O rapaz de skate se jogando contra os carros, não só poderia ter escolhido o meu carro, como escolheu, mas felizmente eu não o escolhi. Desviei, num rápido reflexo, mas ele continua aqui, atravessando os meus pensamentos.

O homem com sua carroça bem no meio do cruzamento de três grandes avenidas do centro da cidade. Exausto, ainda percorre a minha mente.

Imagens que se cruzam na cidade. Cenas da vida.

Escrito por Luciana Oncken às 22h41
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Eu participo



Escrito por Luciana Oncken às 01h03
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Momento

Você vai ficar feliz em saber: já me sinto em casa. Já gosto do que vejo pela janela. A paisagem já me encanta, já me pertence. O sol brilha mais forte na sala de estar, brilha mais forte no meu coração. Gosto de ver o movimento da rua, sempre há alguém lá fora e não me sinto sozinha aqui dentro quando não estás. Neste momento, escrevo aqui sozinha, mas não me sinto solitária. A rua me faz companhia. Esta noite quente de quase verão. E a chuva que passou e deixou seu cheiro molhado. Sinto-me parte de um todo, desta cidade que eu amo. Estou aqui, sozinha, mas sinto-me tão confortável, porque estás comigo mesmo sem estar. A qualquer hora, ouço o som do elevador, seus passos no hall, o barulho da chave. Aguardo-te, sem ansiedade, sem cobranças, leve, com o coração sorrindo. Tem dias que te amo ainda mais, tem horas que te amo ainda mais. Amo-te tanto agora.

Escrito por Luciana Oncken às 23h46
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Esquecimentos e boas lembranças

Quando a gente menos espera, aparecem uns anjinhos na nossa vida. No último feriado, o caçula deles, 20 de novembro, demos uma escapada para Ubatuba. Consegui me desligar totalmente do estresse do trabalho e da correria do dia-a-dia. Não fez muito sol, mas o suficiente para que eu me sentisse com ar de saúde.

Na volta, uma segunda-feira que começou com sol e terminou em chuva, demos uma paradinha em São Luís do Paraitinga. Quem não conhece, está perdendo. Esta é uma cidade muito graciosa, linda, com casarões restaurados, pequenina e acolhedora. Além de ter algo que eu gosto muito: história.

Aliás, São Luís do Paraitinga agora é uma cidade em que eu tenho uma história. Demos uma volta pelo centro histórico, tiramos algumas fotos e paramos num café, o Café das Artes, se não me engano é isso. A casa é linda por fora e por dentro. Olhando aquela paisagem, naquele ambiente bucólico, voltei no tempo. Fiquei relaxada, tranqüila. Pedi um pão-de-queijo, que era maravilhoso, emendei um café, um pedaço de queijo minas, divino, um pão com manteiga (exagerei!), outro café e estava pronta para voltar pra São Paulo.

Peguei a máquina fotográfica, meu marido pediu a conta, e levamos alguns folhetos de pousadas para quem sabe um dia passar o final de semana ali. Partimos.

Quando chegamos ao pedágio, ofereci-me para pagar, virei para pegar a bolsa e... Surpresa! A bolsa não estava no carro. Não queria acreditar naquilo, procurei no chão do carro, nos bancos, saí na chuva para procurar no porta-malas. Nada. Eu havia deixado no café. A sorte foi termos pego os folhetos das pousadas. Ligamos para uma delas e pegamos o telefone do café. Foi a Neide, a mesma moça que havia nos atendido pessoalmente, que atendeu ao telefone.

Ela disse que ainda nos chamou pela janela, em vão. Quando nos demos conta, estávamos já a quase 200 quilômetros de São Luís do Paraitinga, quase chegando em São Paulo. A solução foi darmos o endereço e pedirmos para que a bolsa fosse encaminhada via sedex a cobrar.

A Neide garantiu que eu não precisava me preocupar. No dia seguinte, o café não abriria e ela aproveitaria para ir à agência dos Correios, na primeira hora, despachar a minha bolsa. Confiei totalmente nela. Não sei por quê, mas achei que ela inspirava confiança.

Na quinta-feira, liguei para ela para saber se havia conseguido. Ela disse que sim, que estava tudo certo. E aí tive uma outra grata surpresa. Liguei na agência dos Correios da Rua Haddock Lobo, onde provavelmente a “minha encomenda” chegaria e fui muito bem atendida pela Márcia.

Ela me orientou para saber em que pé estava a chegada da minha encomenda. Com o número do Sedex enviado pela Neide, consegui a posição de entrega. E realmente estava programada para aquela agência.

Fui pessoalmente retirar o Sedex. Como se não bastasse, chegando lá todos os guichês estavam orientados a me dar um recado do trabalho. Havia avisado de que iria até àquela agência e precisaram falar comigo. Estava sem celular. O jeito foi ligar lá no correio. E eles prontamente me deram o recado. Foi a Márcia que atendeu à minha secretária e orientou o seu pessoal.

Fiquei muito feliz de encontrar pessoas assim. Isso nos dá esperança de que ainda existem pessoas honestas, dispostas e solidárias.

Quando forem a Ubatuba, não deixem de passar por São Luís do Paraitinga. Quando forem a São Luiz do Paraitinga, não deixem de passar no Café das Artes, e serem atendidos pela Neide. Quando precisarem de uma agência dos Correios, utilizem à da rua Haddock Lobo. E estajam preparados, vocês serão surpreendidos.


Escrito por Luciana Oncken às 23h20
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