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Vila das Palavras



Uma carta para o meu tio

Oi, Edson!

Puxa! Como você parte assim, sem dizer nada, sem dizer adeus? Como você parte assim de repente? Estamos com saudades, todos nós, seus sobrinhos que te amam. Sabe, eu queria que você e a Fátima viessem para cá, conhecer minha nova casa, e eu conheceria a Fátima. E aí iríamos tomar aquela cervejinha que você tanto gosta.

Minha mãe estava programando ir para aí, visitá-los. Quem sabe eu não fosse junto, conhecer Salvador. Queria que você conhecesse seu sobrinho neto que, mais cedo ou mais tarde, está vindo por aí. Queria dar muita risada com você. Queria conhecer melhor o meu tio chorão, que se emociona facilmente.

Nunca te chamamos de tio, porque você é jovem, alegre, brincalhão, e não tem cara de tio, mas é super tio, super coruja, super querido.

Sei que você foi encontrar a vovó, mas poderia ter esperado um pouco mais, alguns anos. Por que tanta pressa? Afinal, é uma viagem longa e sem volta. E onde por enquanto não podemos ir, porque não há atalhos, ou se existem, não são aconselháveis. E teremos de esperar para colocar o papo em dia, para matar a saudade. Temos de esperar um tempo que não sabemos qual é.

Que sua estada seja de muita paz e muita luz!

Manda um beijo para o vovô, e diz que ele está aqui guardadinho no meu coração. Um beijo imenso para a vovó, e diz que eu sinto falta dos carinhos, das palavras doces, dos beijos e abraços dela. No meu pai, dá uma puxada de orelha, porque, assim como você, ele foi apressado nesta viagem, mas diz que eu o amo e queria que ele ainda estivesse aqui. Pra o Armando, diz para ele se cuidar, e que eu o perdôo. Pra Clarice, diz que eu mandei uma piscadinha, um aperto na bochecha e um beijinho na testa. Pra vovó Carmita, um sorriso. Pra o vovô Gaston, diz que eu gostaria de tê-lo conhecido. Diz pra tia Tanira que eu acho ela linda, fofa e meiga. Para o tio Buca, que nós estamos esperando aquela pizza. Se eu esqueci de alguém, foi temporariamente, de qualquer forma, mande um beijo e um abraço pra todos.

Um dia, que eu não sei quando, nos reencontraremos, todos nós.


Um beijo, fica com Deus!

Sua sobrinha,

Luciana.


Escrito por Luciana Oncken às 11h56
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Curta

Quer saber? Por enquanto, continuo por aqui!

Escrito por Luciana Oncken às 22h54
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Mudança de endereço?

Gente, estou pensando seriamente em mudar de endereço. Estou fazendo uma seleção dos meus textos, os que considero mais simpáticos, e colocando no endereço: www.viladaspalavras.blogspot.com. Gostaria da opinião de vocês sobre se eu devo ou não mudar a minha vila de endereço.

Escrito por Luciana Oncken às 23h38
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Conhecer o outro

Costumamos pensar que conhecemos as pessoas. Nunca as conheceremos em sua totalidade, o que vai no íntimo, as dores, as feridas. Um olhar denuncia, a voz embargada, as mãos, um gesto. Cada um tem seu peso, seu fardo, seus medos. O que vivemos nos transforma a cada dia. O que passamos nos marca a cada instante. Lutamos contra nós mesmos, contra quem somos, contra quem poderíamos ser. Estamos sempre em busca. Nunca estamos completos. E continuamos pensando que conhecemos o outro, se às vezes não conhecemos nem a nós mesmos.

Escrito por Luciana Oncken às 20h59
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Sagitariana SUUUUPER original

Tenho algumas amigas de Sagitário. Gosto muito delas, porque são dedicadas e fiéis. Tive também o prazer de ter uma funcionária de Sagitário. Hoje, uma colega querida. Personalidade única. Seu nome é Laura, que em latim significa coroa de folhas de louro. Dizem que pessoas com este nome são levadas por sentimentos contraditórios, que são muito seletivas ao escolher companheiros, seja no jogo, no trabalho ou para toda a vida.
Não sei muito sobre os sentimentos contraditórios, mas talvez eles estejam lá dentro sim. Pela sua agitação, percebe-se algo assim. Mas quem não tem sentimentos contraditórios? Agora tenho certeza sobre o quão seletiva ela é, e incompreendida por isso. Principalmente, quando o assunto é o coração.

Fui pesquisar e encontrei: sagitarianos são propensos a violentas paixões físicas, mas também podem desistir da pessoa com a mesma intensidade com a qual se interessaram por ela. Estão sempre em busca de novas aventuras, prezam muito a liberdade e ai de quem tentar podá-la.

De fato. A Laura evita compromissos firmes e restritos, porque assim se sentiria encurralada como que numa rua sem saída. Ele não gosta de demonstrações emocionais melosas. Abomina todo homem que tente aprisioná-la. Não quer saber de abrir mão da própria personalidade e da independência por homem algum. Uma curiosidade: as sagitarianas, logo atrás das aquarianas, representam o maior numero de mulheres divorciadas!

Mas olha que beleza! Dizem, ainda, que a vida com uma sagitariana nunca é monótona.

Viu? Para quem não entende a nossa querida Laura. A explicação está acima do que se pode explicar. Ela é assim e pronto. Há que se respeitar.
Laurinha não poderia ter escolhido outra profissão. É uma nata relações públicas. Na descrição de seu signo dizem que ela “tem o dom de reunir as pessoas, de instruí-las e entretê-las”. É assim no trabalho, é assim na amizade.

Ela está sempre em busca de novos desafios, propondo novas ações. Ela faz tudo com paixão. Cada dia, ela “apronta” uma. No bom sentido, é claro. É criativa, esforçada, esperta.

A Laura fala as coisas na lata e vive levando bronca das amigas por isso. Sua franqueza também é própria das sagitarianas. Sagitarianos vêem o mundo tal como ele é.

Quer saber? Eu adoro esse seu jeito original.

Laurinha, parabéns! Apesar dos seus 25 anos (que você acha muito e nós achamos pouco), você é uma criança que ilumina todos nós.


Escrito por Luciana Oncken às 11h09
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Seres estranhos estes seres humanos

Hoje fiquei pensando como podemos passar de seres racionais a seres totalmente irracionais.

Vi um homem na rua pegar uma lata que estava no chão. De repente, sem mais nem menos, ele jogou a lata no chão, com força, com raiva, e começou a chutá-la, como se tivesse agredindo uma pessoa, ou um animal, e não um objeto.

Provavelmente, a lata estava quente. Ao segurá-la, ele queimou a mão. E descontou toda a sua ira, como se a culpa tivesse sido da lata e não dele, de não pensar que uma lata sob o sol de 30o C estivesse quente.

E quantos de nós já não se pegou numa situação assim? Ao bater a cabeça no armário da cozinha, qual é a primeira reação? Empurramos a porta com toda força, com toda raiva, quando não acabamos por quebrá-la. Ao fechar o dedo na porta do carro, com o resto de força que nos resta, embuídos de dor, socamos, esmurramos a pobre coitada da porta. E assim vai...

Somos seres estranhos, sempre a jogar no outro a culpa pelas nossas escorregadas. Nem que esse outro seja uma lata, uma porta, um poste ou uma casca de banana.

Escrito por Luciana Oncken às 17h10
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